:: 22/abr/2020 . 8:50
Coordenador da CBF afirma: ‘A OMS não entende nada de futebol’
Lance

O dirigente Marco Aurélio Cunha, que exerce o cargo de coordenador de seleções femininas da CBF, reagiu de forma negativa sobre as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta terça-feira, que sugeriu que as competições internacionais só deveriam voltar no fim de 2021.
Em entrevista ao “Jogo Aberto”, da “Band”, Marco Aurélio Cunha mostrou desacordo com a declaração da organização, que segundo ele, “não entende nada de futebol”.
– Eu tenho muito respeito pelas organizações de saúde, mas a OMS tem falado cada hora uma coisa diferente. Com certeza a OMS não entende nada de futebol. Já vi o presidente sugerindo retorno progressivo para países que não tem capacidade econômica de se sustentar paralisado – afirmou.
O coordenador da CBF defendeu o retorno progressivo das atividades do futebol no país com portões fechados. Ele reconhece que não é o ideal, mas pelas circunstâncias, é o caminho a ser feito.
– Eu acho que portão fechado é o anticlímax do futebol. Não tem jogo bom de portão fechado. Mas temos que voltar progressivamente, mesmo que seja lamentavelmente com portões fechados – encerrou.
É muito dinheiro! Confira os clubes esportivos mais devedores do Brasil
MSN

Segundo levantamento divulgado em uma reportagem do Valor Econômico na última quinta-feira, clubes esportivos brasileiros devem quase R$5,3 bilhões à União (dados da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional). O Corinthians lidera o ranking, enquanto os quatro grandes do Rio de Janeiro figuram no top 10.
Confira!
1º – Corinthians: R$ 737,7 milhões
2º – Atlético-MG: R$ 356,5 milhões
3º – Vasco da Gama: R$ 256,5 milhões
4º – Botafogo: R$ 251,6 milhões
5º – Flamengo: R$ 224,2 milhões
6º – Confederação Brasileira de Vela e Motor: R$ 219,8 milhões
7º – Fluminense: R$ 173,8 milhões
8º – Guarani: R$ 141,5 milhões
9º – Internacional: R$ 130,1 milhões
10º – Palmeiras: R$ 88,3 milhões
Futebol europeu tem semana de reuniões sobre o futuro
Globo Esportes

Parado há cerca de um mês e meio devido à pandemia de Covid-19, o futebol europeu começa a dar sinais de ansiedade para definir quando e como será possível retomar o calendário. Duas reuniões na quinta-feira, do Comitê Executivo da Uefa e da Liga de Futebol da Alemanha (DFL), podem começar a trazer algumas respostas sobre o fim da atual temporada e, consequentemente, o início da próxima. Nesta quarta, na Itália, um encontro entre dirigentes da Federação, da Liga e do governo também deve traçar metas sobre o futuro ainda incerto das competições no país.
A Uefa afirmou na terça-feira que apresentou às 55 federações nacionais que compõem a entidade as opções prováveis para retorno do futebol no continente, a nível de clubes e de seleções, com uma forte recomendação para a finalização das competições de primeira divisão e copas nacionais interrompidas, respeitando a situação particular de cada país em relação à pandemia. Espera-se que a reunião desta quinta traga decisões mais específicas sobre a temporada.
Interrompida nas oitavas de final, com quatro jogos a disputar nesta fase, a Liga dos Campeões da Uefa ainda precisa de 17 datas para ser encerrada (confira a tabela da competição). Já a Liga Europa, também paralisada nas oitavas, está a 23 partidas do fim (veja a tabela). Somadas, as seis principais ligas nacionais da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Portugal) ainda têm 600 jogos a realizar, além de 17 das respectivas copas nacionais, todas em reta final.
Mas a diferença acentuada entre a situação sanitária dos países europeus na luta contra a Covid-19 torna mais difícil uma decisão uniforme sobre a finalização da temporada. A Alemanha, por exemplo, com 143 mil casos e 4,5 mil mortes, já faz planos para retornar a Bundesliga na primeira e segunda divisões, com portões fechados, em maio, enquanto Itália (181 mil casos e 24 mil mortes) e Espanha (200 mil casos e 20 mil mortes) ainda estão longe de poder sequer ter uma previsão de volta do futebol.
Clubes entregam carta à Globo garantindo Brasileirão com 38 rodadas
Uol

Na tarde desta terça-feira (21), os clubes da Série A e da Série B do Campeonato Brasileiro entregaram uma carta-comunicado à direção de Esporte da Globo, afirmando que os quarenta principais clubes do país se comprometem a realizar um campeonato em 38 rodadas, independentemente de quando o futebol volte, em meio à crise da pandemia do Covid-19.
Segundo apurou a reportagem do UOL Esporte, este movimento é uma estratégia dos clubes para assegurar o recebimento do valor integral dos termos acordados para a exibição de ambos os campeonatos na TV. Com a paralisação e a indefinição do retorno do futebol nacional por causa da pandemia, a Globo cogitou suspender repasses referentes ao Brasileirão.
Dois presidentes de clubes, um da Série A e outro da Série B, ouvidos pela reportagem do UOL Esporte, confirmaram a informação. Ambos também confirmaram o entendimento e a estratégia das agremiações, que é garantir os pagamentos da televisão em um período de crise intensa e indefinição de calendário.
Uma reunião entre CBF e CNC (Comissão Nacional dos Clubes) na noite da última segunda (20) também ocorreu para definir uma estratégia sobre como negociar com a Globo. Os times querem que a Globo, se possível, antecipe valores dos próximos meses para não passarem por apertos financeiros.
O argumento é que todos os times estão passando por dificuldades e, garantindo que o Campeonato Brasileiro terá trinta e oito datas em suas principais divisões, os clubes deixam claro que estão cumprindo o compromisso de contrato, esperando que a Globo cumpra o seu.
Além disso, no que depender dos clubes, não haverá qualquer chance de o Campeonato Brasileiro ser disputado em sistema de mata-mata (com playoffs), como chegou a ser cogitado em alguns momentos da crise. Os acordos comerciais e compromissos com a TV são mais importantes e são fundamentais para que as contas sejam pagas.
Vale lembrar que a Globo suspendeu os pagamentos dos principais campeonatos estaduais, como Paulista e Carioca, por causa da paralisação dos jogos por causa da pandemia do Covid-19. Apenas o Mineiro e o Gaúcho não sofreram com isso, porque a emissora efetuou o pagamento integral.
OMS sugere paralisação do futebol europeu até o final de 2021
Esportes

O medo da Europa sofrer novas ondas epidêmicas de coronavírus pode atingir o esporte de maneira ainda mais devastadora. A Organização Mundial da Saúde ( OMS) mediou uma teleconferência reservada com a Uefa, a entidade que organiza o futebol europeu, e os principais clubes do continente para debater o futuro do calendário em meio à pandemia.
Para a entidade subordinada às Nações Unidas o cenário ideal era de que as competições internacionais fossem suspensas até o final de 2021.
A medida pode soar esdrúxula, afinal seria uma paralisação de mais de um ano e meio sem bola rolando.
A conferência, que deveria ter a duração de apenas uma hora, se estendeu por duas horas e meia, em tom acalorado. A medida drástica foi aventada após a apresentação de dois epidemiologistas da entidade mundial de saúde.
A partir de um estudo sobre os riscos de novas ondas de contágio no ano que vem, a dupla mostrou os cenários prováveis e ponderou que a melhor solução seria manter a paralisação das competições até o final do ano que vem – vale ressaltar que a Organização Mundial da Saúde não tem ingerência sobre o calendário esportivo e a Uefa não é obrigada acatar a sugestão.
Com Tite, Neymar e mais 40 atletas, CBF arrecada R$ 5 mi e faz campanha solidária
Uol

Com uma arrecadação inicial de R$ 5 milhões, a CBF anunciou nesta terça-feira a criação de uma campanha beneficente denominada “Movimento Seleção Solidária”, motivada pela crise econômica, sanitária e social provocada pela pandemia do novo coronavírus.
A iniciativa já envolve 41 jogadores recentemente convocados pelo técnico Tite para a seleção brasileira, incluindo Neymar e Daniel Alves, além do próprio treinador e de membros da sua comissão, assim como do presidente da CBF, Rogério Caboclo.
Juntos, eles doaram R$ 2,5 milhões, mesmo valor que foi acrescido pela confederação. Somados, os R$ 5 milhões serão destinados à compra de cestas básicas de alimentos, além de produtos de limpeza e higiene pessoal, para 32 mil famílias durante dois meses. E a distribuição dos mantimentos vai ser realizada pelas entidades Ação da Cidadania, Central Única das Favelas (Cufa) e Transforma Brasil.
“O futebol está na vida dos brasileiros. Muito importante contribuirmos também nesse momento tão difícil. Esta é uma mobilização conjunta da CBF, dos atletas e da comissão técnica que levará esperança a milhares de famílias”, afirmou Caboclo ao site oficial da CBF.
A segunda fase da campanha, iniciou nesta terça-feira, convocou outros jogadores, além da torcida brasileira, a aderir ao “Movimento Seleção Solidária”, com os recursos sendo repassados para as três entidades.








