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Pentacampeão do mundo com a Seleção Brasileira em 2002, o técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, foi o convidado especial do Expediente Futebol desta quarta-feira (22 de abril). Entre os muitos assuntos, o treinador comentou sobre a possibilidade do português Jorge Jesus, atualmente no Flamengo, ser opção para a Selecão Brasileira no futuro.

Felipão, que por muitos anos trabalhou na seleção portuguesa e conhece Jorge Jesus há algum tempo, deixou claro que não veria problema algum se o Mister assumisse a Amerlinha. Para ele, técnico bom e de qualidade não possuiu nacionalidade definida.

“Técnico bom e com qualidade não tem nacionalidade. Se o Jesus for escolhido para ser o técnico da Seleção Brasileira, ele o será com muito trabalho, boa vontade e dedicação, como fez e faz nos seus clubes, lá em Portugal e aqui no Flamengo. Acho que o técnico bom pode trabalhar em qualquer parte do mundo. Eu trabalhei em sete países e sempre fui muito bem recebido e espero que os meus colegas, se tiverem alguma pequena rusga ou manifestação um pouco diferente com os estrangeiros, que deixem de lado. Nós, brasileiros, quando saímos somos muito bem recebidos em qualquer parte do mundo. Então deveremos dar como exemplo também a receptividade à essa situação. Todos os técnicos, sendo portugueses ou de qualquer outra nacionalidade, sendo bons, têm espaço em qualquer ambiente”, disse Felipão, que ainda exaltou o trabalho do português à frente do Flamengo.

“Eu penso que o Jesus fez um trabalho (no Flamengo) baseado no que fazia em Portugal. Nas equipes em que trabalhava, sempre foi cooperativo. Quando eu trabalhava na seleção (portuguesa), e em determinado momento eu tinha um jogador trabalhando na Rússia, que seria convocado, mas que estava deixado de lado pelo seu clube, fui ao Belenenses-POR e pedi ao Jesus que o treinasse junto com os jogadores que ele tinha lá, para que me ajudasse em relação à seleção e foi solícito. O Jesus colocou a nós, técnicos do Brasil, que tem uma qualidade no brasileiro ou em qualquer treinador que tenha esse bom relacionamento com os atletas. Soube trabalhar com os atletas do Flamengo, soube montar a equipe como queria e, outro detalhe, os jogadores o entenderam, aceitaram aquela ideia buscando uma afirmação de todos. Foi o que levou ao Flamengo a campeão do Brasileiro, Libertadores e fazer todos aqueles jogos muito bem. Foi organizado pelo Jorge e posto em prática pelos jogadores. Empregou os seus métodos, que não são diferentes dos métodos de alguns técnicos brasileiros, mas empregou de uma forma tal que surtiu um efeito que ningém esperava. Ajudou a todos nós técnicos que procurássemos entender de que forma ele tem trabalhado para colocar em prática no futuro”, completou.